CORNÉLIO E FAMÍLIA
Quando Cornélio e sua família entraram em cena em atos 10, o processo da sua recuperação já havia começado. Em um contexto romano, religioso e militar, esse centurião era um homem temente à Deus, assim como toda a sua casa. Oravam ao Deus de Israel e davam generosamente para obras de caridade. Sem Dúvida, a sua família mudou muitos dos seus padrões e perspectivas próprios da sua origem romana. Nesse momento, Deus interveio e lhes permitiu alcançar um conhecimento mais profundo sobre Deus, que os levou à vida eterna. Deus se encontrou com eles enviando o apóstolo Pedro, que chegou a eles com a perspectiva espiritual que necessitavam. A cena na casa de Cornélio é um modelo de recuperação familiar. Quando Cornélio e a sua família chegaram ao conhecimento da obra redentora de Jesus, também entraram em uma fase de recuperação espiritual ampliada pelo poder do Espírito Santo. Este não foi, de modo algum, o final do seu processo de recuperação. Mas eles estavam indo por muito bom caminho porque haviam estabelecido um relacionamento saudável entre eles e Deus. Quando a família de Cornélio recebeu o dom do Espírito Santo, uma nova época na história estava iniciando. Pela primeira vez, Deus mostrou que todas as pessoas são aceitáveis para Ele através de Jesus Cristo; até mesmo os pagãos “impuros”. Por causa dos seus preconceitos culturais e religiosos, Pedro teve dificuldade para aceitar essa verdade, mas, quando Cornélio e a sua família receberam o Espírito Santo, já não havia como negá-la. Deus deseja que o poder do Espírito Santo seja parte da nossa vida. Se nos arrependemos dos nossos pecados e aceitamos o perdão de Deus com base na obra de Cristo, podemos experimentar o poder de Deus na nossa vida. Com a ajuda de Deus, nenhum problema ou dependência é tão poderoso, que não possa ser vencido.
ESTÊVÃO
Foi um homem cheio do Espírito Santo que mostrava o poder e o amor de Deus em tudo o que fazia. Ficou conhecido por realizar milagres espantosos e ajudar outros necessitados. Foi chamado para ser um dos primeiros diáconos, e a sua tarefa consistia em assegurar-se de que ninguém fosse deixado para trás na distribuição de alimentos (especialmente as viúvas). Estêvão também proclamou com ousadia e poder as boas notícias de Jesus Cristo. Mesmo enquanto os líderes religiosos o apedrejavam até a morte, a mão de Deus, claramente estava sobre ele. Estêvão mostrou publicamente, o poder da menssagem de Deus por meio dos milagres que fez em nome de Cristo Jesus. Aqueles que tentaram refutar a verdade sobre Jesus Cristo não foram capazes de enfrentar a sua sabedoria e o seu espírito. Por isso, mentiram a respeito dele, para que, assim pudessem prendê-lo e levá-lo perante o Concílio de líderes judeus. Estêvão respondeu às perguntas que lhe eram feitas contando a história do povo judeu, começando com Abraão, passando por Moisés e terminando com a chegada de Jesus, o Messias. Concluiu com um ataque direto aos líderes religiosos, que, assim como muitos dos seus antepassados, resistiram à menssagem da palavra revelada de Deus e à direção do Espírito Santo.
As palavras de Estêvão enfureceram os líderes judeus, de modo que o levaram, apressadamente, para fora da cidade e o apedrejaram até a morte. Enquanto caía sob a chuva de pedras, Estêvão clamou a Deus para que recebesse o seu espírito e perdoasse aqueles que os estavam matando. Ao contrário de Estêvão, muitos de nós guardamos ressentimento por feridas passadas e permitimos que ele controle nossa vida. Isso torna impossível o processo de cura completa e recuperação. Se entregamos a nossa vida a Deus, podemos viver e morrer com alegria, sabendo que Deus, podemos viver e morrer com alegria, sabendo que Deus cuidará dos detalhes que nós não podemos controlar ou mudar.
PAULO
Saulo, o fariseu (mais tarde chamado de Paulo), era exemplar no seu fervor religioso e apoiava as suas convicções com ações imediatas e decididas. Ninguém podia duvidar da sua sinceridade. A sua prioridade era erradicar a igreja de Jesus Cristo, perseguia os primeiros cristãos furiosamente. Um dia, Jesus confrontou este orgulhoso líder religioso no caminho para Damasco. Ele interveio na vida de Saulo quando este vivia movido por um fanatismo religioso radical. Embora Deus tenha cegado Saulo fisicamente, deu a ele uma visão espiritual muito clara. Em um momento, Saulo se humilhou e começou a andar no caminho para a recuperação. Deus o libertou da mentalidade legalista que havia controlado a sua vida. Saulo havia experimentado o poder transformador de Deus. Com o mesmo tipo de dedicação e intensidade que antes havia mostrado como fariseu, Saulo, agora chamado Paulo, saiu para anunciar ao mundo a respeito de Jesus Cristo. Suportou enfermidades, rejeição e repetidos ataques contra a sua vida, com o objetivo de levar a mensagem do perdão de Deus às pessoas necessitadas. Falou diante de judeus, gregos e romanos. Defendeu a sua fé perante reis e imperadores. Quando a sua vida estava chegando ao fim, a maioria do mundo mediterrâneo havia sido alcançada pelo Evangelho. Esse homem, antes um fariseu, transformou-se não missionário mais importante da Igreja Primitiva. Quando nos alegramos com a transformação na vida de Paulo, é importante que recordemos que essa mudança aconteceu por causa da maravilhosa Graça de Deus. Originalmente, ele era muito disfuncional, movido movido pela sua paixão mal orientada. Como resultado da sua conversão, porém, foi libertado das suas atitudes e condutas enfermas. Nós também podemos ser curados e transformados sem importar quão escuro seja o nosso passado ou quão grandes tenham sido os nossos erros.
BARNABÉ E JOÃO MARCOS
O desânimo com frequencia, acaba com as nossas energias, especialmente quando enfrentamos as provações no processo de recuperação. Em momentos como esses, algo que ajuda muito é passar tempo com pessoas que sabem como animar os outros. Algumas pessoas sabem exatamente o que fazer ou dizer pra não nos deixar esquecer que a vida vale a pena, mesmo em meio a dor e ao fracasso. Sabem como transmitir esperança mesmo quando parece não haver nenhum motivo para se ter esperança. Barnabé (filho da coragem) era exatamente esse tipo de pessoa. O dom que Barnabé tinha de animar os outros ficou demonstrado pela suia generosidade financeira, sua liderança, seu ensinamento aos novos crentes em Antioquia e por aceitar Paulo quando quando os outros tinham medo e duvidavam da sua conversão. Provavelmente, seja certo dizer que Barnabé mudou o curso da história da igreja e até a forma do próprio Novo Testamento por ter insistido em em encorajar João Marcos. Lamentavelmente, João Marcos abandonou as suas responsabilidades na primeira viajem missionária com Paulo e Barnabé. Mais adiante, Barnabé estava disposto a dar ao jovem uma oportunidade de se recuperar, incluindo-o nos planos para a segunda viajem, mas Paulo não estava de acordo. O desentendimento entre Paulo e Barnabé foi tão grande, que decidiram se separar. Paulo voltou à Ásia menor, com seu novo companheiro, Silas; Barnabé saiu em sua própria viajem missionária com João Marcos ao seu lado.
Encorajado por Barnabé, Marcos foi fiel no seu ministério missionário e logo recuperou o respeito de Paulo. Marcos também trabalharia com o apóstolo Pedro, (autor do evangelho de Marcos), escrito para encorajar outros a colocarem a sua fé em Jesus Cristo. Como aconteceu com João Marcos, o fracasso não tem que ser a última palavra em nossa vida. A recuperação que Jesus Cristo nos oferece nos dá a oportunidade de um novo começo. Enquanto nos recuperamos, também temos o privilégio de animar outros ao longo do nosso caminho.
PRISCILA E ÁQUILA
Estavam unidos não apenas pelo casamento, mas também pelo ministério. Quando escreveram a respeito desse casal piedoso, Paulo e Lucas nunca os mencionaram separados um de outro. As suas habilidades e talentos se complementavam; juntos, puderam enriquecer a vida das pessoas ao redor deles. Priscila e Áquila se mudaram para Corinto, na Grécia, para começar uma nova vida depois que os judeus os obrigaram a sair da cidade de Roma. Enquanto se adaptavam a essa mudança, abriram as portas da sua casa ao apóstolo Paulo. Fazia pouco tempo que Paulo havia experimentado provações intensas no seu ministério e necessitava de um lugar para descansar e se recuperar. No lar de Priscila e Áquila, Paulo encontrou não apenas aceitação e amor, mas também uma forma de ganhar a vida. Paulo se juntou à eles no negócio de fazer barracas. Paulo descansou e foi grandemente encorajado neste tempo de Priscila e Áquila. Reconfortado depois da sua visita a esse lar piedoso, Paulo respondeu aos desafios que Deus colocou diante dele e entrou em novos territórios ministeriais. Priscila e Áquila se mudaram para Éfeso com Paulo e o ajudaram no ministério. A sua amizade fiel proporcionou a Paulo um relacionamento animador e de confiança. Quando Paulo saiu de Éfeso, Áquila e Priscila permaneceram ali e supervisionaram o ministério naquele lugar. Eles souberam que um jovem judeu, Apolo, falava com grande entusiasmo, mas com um conhecimento incompleto da verdade. Pacientemente, eles lhe explicaram em mais detalhes as coisas de Deus. Logo, Apolo se converteu em um dos mais talentosos pregadores da Igreja Primitiva. Como resultado da sua perseverança na obra de Deus, Priscila e Áquila chegaram a transformar seu lar em um lugar de reunião de igreja. O seu forte relacionamento com Deus e o seu exemplo piedoso fizeram deles líderes ideais na
Igreja Primitiva. Embora nunca tenham chegado a ser pregadores ou líderes famosos, Deus os usou para ministrar a alguns grandes líderes da Igreja Primitiva.
APOLO
Apolo era um mestre da Bíblia, judeus e um talentoso orador de Alexandria. Ele tinha ouvido sobre a mensagem de João Batista sobre a chegada do Messias. Como havia estudado as Escrituras seriamente, sabia que a mensagem de João era verdadeira. Apolo viajou na direção Norte, para Éfeso, pregando a mensagem do Reino de Deus e debatendo ardentemente com os céticos. Priscila e Áquila ouviram Apolo pregar em Éfeso. Eles eles era dois seguidores piedosos de Cristo que haviam sido grandemente impactados pelo ministério de Paulo. Embora apreciassem o fervor de Apolo, perceberam que ele tinha um conhecimento incompleto das Escrituras. Assim, eles o tomaram e explicaram mais detalhadamente a verdade sobre Jesus Cristo, a salvação que ele trouxe e o Espírito Santo, que habita nos crentes e lhes dá poder. Pela primeira vez Apolo, pôde entender tudo! Com essa nova compreensão, Apolo foi ministrar na cidade de Corinto. O seu ministério foi tão eficaz, que Paulo teve que advertir os crentes dali para que mantivessem fixos seus olhares em Cristo e não em Apolo ou nele próprio. Apolo segui viajando e pregando por toda Grécia. Paulo o apreciava tanto, que animou Tito a apoiar Apolo o mais possível. A história de Apolo demonstra o grande valor que um conselho sábio tem em nossa vida. Lamentavelmente, os conselheiros que muitos buscam carecem de uma verdadeira perspectiva espiritual. Alguns de nós andamos tropeçando na vida por ter uma visão muito limitada do amor e do poder disponíveis para nós em Cristo. Quanto mais somos expostos à verdade por meio do conselho sábio, mais compreendemos a obra de Cristo em nosso favor. E, então, podemos interiorizar a natureza curadora do evangelho e estar melhor equipados para ministrar a outros necessitados.
JOSÉ E MARIA
Depois que a confiança foi quebrada, ela pode ser restabelecida, mas isso não acontece automaticamente. Esse processo demanda trabalho e compromisso, especialmente quando um relacionamento foi quebrado pela infidelidade. Esse foi o desafio que José e Maria enfrentaram. Alguns meses antes do casamento, Maria ficou grávida. Como José sabia que a criança não era dele, presumiu que Maria havia sido infiel. Embora ele estivesse inquieto pelas dúvidas e pela raiva, ele decidiu cancelar o compromisso da maneira mais discreta possível. Ele era um homem íntegro e misericordioso e, por isso, não quis envergonhar nem magoar Maria. Porém Deus tinha outros planos. Ele enviou um anjo para falar com José e assegurou-lhe que o bebê de Maria tinha sido concebido de maneira sobrenatural, pelo Espírito Santo. O nome da criança seria Jesus, e ele seria o Salvador do mundo, aquele que iria oferecer recuperação espiritual a todos. As espectativas de José mudaram porque ele creu em Deus. O compromisso mútuo de Maria e José e a confiança em Deus serviram como fundamento sobre o qual a confiança entre eles poderia ser restabelecida. Maria e José, humilde e alegremente, começaram juntos uma nova vida. José fez todo o possível para proteger Maria e o bebê Jesus quando nasceu. José se tornou um pai amoroso, que cuidadosamente ensinou ao seu filho o ofício de carpinteiro. Maria era uma mãe atenciosa e carinhosa. Esse relacionamento demonstra que é possível restabelecer a confiança e reparar o amor em relacionamentos que já foram frágeis.
MATEUS E SIMÃO
Diz-se que os opostos se atraem; no entanto, com a mesma frequência, os opostos se repelem. As diferenças entre as pessoas, constantemente, resultam em relacionamentos complementares, nos quais os pontos fortes de uma pessoa compensam as fraquezas da outra. Apesar disso, em alguns casos as diferenças apenas levam a conflitos intermináveis. Dois dos Doze discípulos de Jesus, Mateus e Simão, o nacionalista, eram opostos. Mateus era um judeu que trabalhava para o governo romano como cobrador de impostos. As pessoas que tinham essa ocupação era conhecidas pela sua corrupção. Ficavam ricos cobrando impostos a mais do seu próprio povo oprimido. Esses cobradores de impostos não eram religiosos e, como era de se esperar, os seu compatriotas os odiavam, desprezavam e consideravam traidores. Como indica o seu nome, “o nacionalista”, Simão era um fanático religioso. Esse termo era usado, algumas vezes, para designar as pessoas com grande zelo pela Lei de Moisés e pela tradição religiosa dos judeus. Também podia identificar alguém que pertencia ao partido religioso-político conhecido como os nacionalistas, que queria derrubar o governo romano. Se Simão era um de seus membros, deve ter feito forte oposição à ocupação romana da Judéia, enquanto Mateus fazia parte do governo opressor. Está claro que esses dois homens eram opostos. Tanto Mateus como Simão conheceram Jesus e s deram conta de quão vazias e inúteis eram as suas ocupações anteriores. Ambos renunciaram ao que haviam sido para seguir a Cristo em fé e experimentaram uma nova vida, uma vida que se desenvolveu de dentro para fora. Ambos foram transformados pelo Deus da recuperação em pessoas que podiam amar e aceitar aqueles que eram diferentes deles.