Nomes Antigo Testamento

ADÃO E EVA

A situação era ideal: um homem e sua esposa viviam em harmonia num jardim esplêndido e maravilhoso criado por Deus para o prazer deles. Ambos usufruíam um perfeito relacionamento com Deus e entre si. Mas, quando Adão e Eva cederam à tentação, invadiram os limites estabelecidos por Deus e arremessaram a raça humana no pecado. Vergonha e culpa se infiltraram na vida deles e criaram uma barreira invisível entre eles e Deus. As conseqüências da sua DESOBEDIÊNCIA e FALTA DE CONTROLE permanecem conosco até os dias de hoje. Adão e Eva sabiam que foram contra o plano de Deus, um plano que tinha sido criado para o bem deles. As conseqüências do seu pecado se manifestaram imediatamente. Logo em seguida, ficaram com medo de Deus, que os amava tanto, e se esconderam da presença dele. Também se envergonharam de sua nudez e foram em busca de alguma coisa para se cobrirem. O relacionamento entre Adão e Eva começou a apresentar falhas e tensões. Faziam acusações. A culpa foi passada adiante. Nenhum dos dois queria assumir a responsabilidade. Ambos se recusaram a admitir que estavam errados. É desnecessário dizer que o relacionamento deles foi danificado. O pecado separou um do outro e de Deus. Mas a história não acaba aqui. Adão e Eva ficaram juntos apesar da vergonha e culpa que sentiram. A vida deles foi manchada pelo pecado, e se manifestaram neles cicatrizes de feridas. Porém encararam a realidade que a vida devia prosseguir e juntos, começaram a construir uma nova vida. Pelo amor, comprometimento e pela Graça de Deus, perseveraram nas dificuldades.

CAIM E ABEL

Quantas vezes pais de dois filhos têm exclamado: “Nunca houve duas crianças tão diferentes como essas!” Adão e Eva poderiam muito bem ter sido os autores de comentários como esse. Aparentemente, Caim sentiu-se em competição frontal com Abel. Isso o levou a uma rivalidade nunca solucionada, resultando em tragédia maior. Caim tornou-se camponês, e Abel pastor. No entanto, foi a oferta deles, e não a ocupação, que revelou a verdadeira natureza de seu caráter. Abel fez as coisas de acordo com Deus, segundo ele requeria. Ele é caracterizado de “inocente” em Mateus 23.25; e Hebreus 11.4 diz que a oferta dele foi oferecida pela fé. Caim, por outro lado, fez as coisas do jeito dele. Judas sugere que o jeito ou o “caminho” de Caim era de rebelião (Judas 11). Caim levou uma oferta dos produtos do campo, enquanto Abel levou cortes gordos de carne dos seus melhores cordeiros. O altar de Abel deve ter sido feio, agressivo à vista por causa das caraças ensanguentadas e estendidas sobre o mesmo. Mas o sangue que fazia parte do plano de Deus, segundo Hebreus 12.24. A oferta de Caim tinha o potencial de ser bonito. Imagine produtos frescos, colhidos no jardim naquela hora (frutas, cereais, vegetais, flores...), provavelmente arranjados com amor e arte. Talvez Caim quisesse ser aceito por Deus através de seu méritos próprios. Quem sabe não quisesse ter um relacionamento com Deus à base de sacrifícios ensanguentados. Quando Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a oferta de Caim, Caim se enfureceu. Mas Deus não rejeitou Caim pela sua raiva. Deus argumentou com ele até esse ponto. Deus ofereceu outra oportunidade a Caim para mudar sua mente e aceitar a Graça Divina, mas Caim se recusou. Com inveja de Abel, e furioso porque Deus havia rejeitado a oferta dele, Caim matou seu irmão. Caim tentou esconder o seu terrível pecado, mas Deus protegeu Caim, mesmo quando esteve em terras distantes da sua família. Deus colocou a sua marca sobre Caim para que não fosse morto.

NOÉ E FILHOS

Pais muitas vezes sem perguntam se podem ter influência positiva sobre seus filhos que vivem no mundo corrupto. Noé nos deixou um bom modelo do que um pai crente deve ser. Era o único homem direito que restava de uma geração corrupta de pessoas. Ele guiou a família pelo seu exemplo num mundo que considerava Noé um homem careta. A sociedade zombava dele por causa da sua fé e obediência à Deus. Os princípios da obediência a Deus, consistência e paciência foram ensinados aos filhos de Noé e as esposas deles. Quando o juízo veio sobre o mundo, Noé, sua esposa, seus filhos e as esposas de seus filhos foram poupados. A Bíblia nos conta que, mais tarde, depois do dilúvio, Noé ficou bêbado do vinho de sua plantação. Dois dos seus filhos ( Sem e Jafé) trataram da situação de maneira certa, enquanto que um dos filhos (Cam) não. A embriaguez de Noé e a posterior indiscrição de Cam resultaram em sofrimento na vida de alguns descendentes de Cam. Ao olharmos para a vida de Noé, somos lembrados de que nossos filhos aprendem de nossos exemplos. Muitas vezes, eles recebem grandes bênçãos das coisas boas que fazemos, mas eles também sofrem por causa de nossas faltas. Como Noé, todos nós cometemos faltas. Mas essas faltas podem tornar-se insignificantes através de nosso arrependimento e obediência à Palavra de Deus. Lembremos que nossos filhos se tornam semelhantes aos adultos que vivem ao redor deles.

LÓ E FAMÍLIA

Muitas pessoas neste mundo vivem buscando riqueza, conforto e vida fácil. E desejam conseguir essas coisas tão rápido quanto possível. Para que isso aconteça, muitas vezes, sacrificam as coisas realmente importantes na vida. Esse fato aconteceu na vida de Ló, sobrinho de Abraão. Andando pelo caminho fácil em busca de riqueza e conforto, ele tomou decisões que acabaram destruindo tudo que ele havia conseguido na vida. Ló sempre pensou em si primeiro lugar. Ele demonstrou isso quando escolheu as pastagens boas dos vales, deixando Abraão com as terras montanhosas e pouco férteis. Usufruindo do conforto das cidades do vale e da prosperidade física que elas ofereciam, ficou cego para a herança que deixava para os seus descendentes. Quando os homens de Sodoma exigiram que Ló liberasse os seus hóspedes angélicos para tomarem parte das práticas sexuais deles, Ló ofereceu suas filhas em lugar dos anjos. O anseio de Ló de ser aceito pelos homens pecadores de sua pátria adotiva o levou a falhar no tratamento com respeito e proteção que suas filhas mereciam. O resultado do egoísmo e da ambição de Ló foi a perda de sua fortuna e a ruína de sua família. Ele sacrificou sua família e tudo o que havia conseguido através do trabalho aos deuses do conforto e da riqueza. Ele testemunhou a morte de sua esposa como consequência da sua desobediência a Deus, algo que ele havia modelado para ela. As filhas também seguiram o exemplo de Ló. Elas usaram os meios disponíveis mais rápidos e fáceis para recuperar seu estado de solidão e esterilidade: embriaguez, sedução e incesto. Nossa sociedade dá grande valor à riqueza, ao conforto e ao sucesso, chamando todos nós a participar da pressa louca em obtê-los. Esse foco nos influencia tanto, que nos pode ser difícil darmo-nos conta de que ele é mau. Embora viver em busca da riqueza pode não parecer um pecado tão terrível assim, seus efeitos destrutivos sobre as pessoas e nosso mundo se alastram. Temos de aprender a colocar Deus em primeiro lugar. Se colocarmos a riqueza em primeiro lugar, estamos nos expondo ao perigo de perder todas as coisas realmente importantes na vida: Nossa FAMÍLIA E RELACIONAMENTO COM DEUS.

ISAQUE E REBECA

O engano é profundamente prejudicial em qualquer relacionamento, mas muito mais no relacionamento entre marido e esposa. Isaque e rebeca começaram seu casamento com amor e respeito mútuo. Todavia, enquanto o casamento prosseguia, ambos sofreram com o engano. O resultado final foi uma família esfacelada pelo conflito. Semelhante ao que seus pais, Abraão e Sara, fizeram, Isaque, mentiu para Abimeleque, dizendo que Rebeca não era esposa dele. Ele fez isso para proteger-se, temendo que Abimeleque o matasse para tomar sua esposa. Decepção baseada na idéia que os fins justificam os meios pode, às vezes, parecer um mal necessário em alumas famílias. Mas, na realidade, isso muitas vezes dá início a uma cadeia de mentiras dolorosas entre os cônjuges e outros membros da família. Isaque e Rebeca foram abençoados com com filhos gêmeos, Esaú e Jacó. Isaque amava mais Esaú, enquanto Rebeca teve preferência por Jacó. A demostração de favoritismo dividiu aquela família em duas partes e preparou o caminho para conflito e engano. Quando chegou o tempo de Isaque dar a bênção a Esaú, Jacó, propositalmente, tomou parte do plano de Rebeca para enganar seu marido. Enganar havia se tornado prática natural naquela família disfuncional. A história de engano num casamento é triste, mas bastante comum. O que inicialmente foi um casamento de amor baseado na honestidade e desejo de servir a Deus logo ficou repleto de engano e distanciamento. É importante notar, no entanto, que Deus permaneceu fiel às promessas feitas a Isaque e Rebeca, apesar das faltas deles.

ESAÚ E JACÓ

Rivalidade entre irmão é um aspecto natural no relacionamento familiar, embora, muitas vezes, traga certas dificuldades. Irmãos, especialmente os de mais idade, muitas vezes, não se acertam bem com crianças ou adultos jovens. Mas os gêmeos Esaú e Jacó conduziram esse conflito natural em outro nível de intensidade. Felizmente, houve reconciliação mais tarde, embora isso exigisse considerável crescimento emocional e espiritual da parte de ambos. A forte rivalidade foi, na verdade, perdida por Deus, mesmo antes de os gêmeos nascerem. Além do mais, a situação em nada foi facilitada devido ao favoritismo dos pais por um e outro filho. Isaque, claramente, preferiu Esaú, enquanto que Rebeca teve preferência por Jacó. O relacionamento naquela família foi de mal a pior quando Esaú vendeu os seus direitos de primogenitura para satisfazer momentaneamente seu estômago faminto. Um acontecimento, finalmente, abalou o já fragilizado relacionamento entre os irmãos. Jacó enganou seu pai quase cego, fazendo-o dar a bênção final destinada ao primogênito Esaú. O elaborado esquema de Jacó, meticulosamente trabalhado pela mãe, enfureceu tanto Esaú, que este jurou matar seu irmão depois que o pai falecesse.Vítima da sua própria falta de honestidade, Jacó fugiu para proteger sua vida. Morou com seu tio Labão e casou-se com as duas filhas dele, Léia e Raquel. Enquanto morava com a família de Labão, Jacó foi vítima das práticas enganosas de seu tio. Através dessa experiência, Jacó aprendeu dolorosas lições sobre a importância do amor a da honestidade. Deus estava trabalhando na vida de Jacó, aproximando-o progressivamente de si. Adquirindo conhecimento da presença de Deus, Jacó estava disposto a encarar seu passado. Empreendeu uma longa viagem para casas e, apesar dos temores, encontrou perdão e reconciliação no abraço do irmão que o esperava.

JACÓ E FILHOS

Se não foi a primeira família disfuncional encontrada na Bíblia, a prole de Jacó, certamente, está entre as mais controvertidas. Tal pai, tal filho, diz o ditado. A falta de discrição, honestidade, paciência e amor incondicional de Jacó teve impacto negativo sobre seu clã. Jacó nunca foi o favorito do pai, mas ele demonstrou favoritismo pelos seus próprios filhos com trágicos resultados. José foi obviamente o favorito; Benjamim andou lado a lado como o segundo. Os demais ficaram à distância e, por isso, compreensivelmente invejosos. As enganações que Jacó tinha feito com seu pai e seu irmão, muitos anos antes, se espelharam nas mentiras que seus filhos contaram a respeito do destino de José. Como o brutal massacre de Siquém ilustrou, franqueza e honestidade também não caracterizam o relacionamento com as pessoas de fora. A violação de Dina talvez tenha estimulado Simeão e Levi a buscar vingança por conta própria. Certamente, seu pai não colocou limites claros no comportamento deles até que foi tarde demais. A poligamia de Jacó também influenciou seus filhos. Rubem até dormiu com Bila, concubina do pai. Por que não? Ele cresceu vendo um triângulo matrimonial se expandindo, incluindo duas empregadas concubinas. Ele até era pessoa chave na rivalidade entre sua mãe e Raquel por causa do favoritismo de Jacó. Ele não foi o único a cometer pecado sexual. Jacó cedeu à tentação com sua nora dissimulada, Tamar. Jacó e seus filhos alcançaram maturidade significativa no decorrer dos anos. Quando a fome os obrigou a ir ao Egito, eles não eram mais o bando de egoístas, invejosos e trapaceiros de antigamente. Pelo contrário, estavam sinceramente preocupados com seu pai idoso, protegeram o jovem Benjamim e sentiram remorso quando foram confrontados pela verdade do que haviam feito com José. Reconciliados com o passado, puderam começar uma vida nova no Egito com seu irmão a quem haviam abandonado anteriormente. Até certo ponto, foram dignos de se tornarem antecessores das doze tribos de Israel. Judá inclusive, encabeçou a linhagem real, com seu mais famoso descendente, o Reis dos reis, Jesus Cristo.

JUDÁ E TAMAR

Judá foi o quarto filho de Léia, primeira esposa de Jacó. Entre os filhos do patriarca, Judá, evidentemente, ocupou posição de destaque. Desde o início da história bíblica, ele convenceu seus irmão a não matarem José. E, quando estes foram ao Egito em busca de comida, Judá falou e agiu em favor deles. Mais tarde, a linhagem real perpassaria os descendentes de Judá. Tamar era uma moça de um descendente cananeu, escolhida por Judá para ser esposa de Er, seu filho mais velho. No começo da história de Judá, somos informados de que ele deixou seu lar de infância e mudou-se a certa distância dos irmãos. Fixou-se numa comunidade cananéia e casou-se com uma moça cananéia. A esposa de Judá deus à luz três filhos: Er, Onã e Selá. Conta-se que Er era mau diante dos olhos de Deus. Depois que casou com Tamar, Deus o puniu com a morte. Esperava-se que Onã, cunhado de Tamar, desse a ela um filho que perpetuasse o nome de Er e recebesse a herança dele. Mas Onã recusou-se cumprir sua responsabilidade e sofreu o mesmo destino que seu irmão mais velho. Agora, a tarefa de gerar um descendente para Er e Onã ficou para Selá. Mas Judá tinha medo que seu último filho também morresse. Por isso disse que Tamar voltasse à casa de seu pai até que Selá fosse mais velho. A intenção de Judá parecia clara: Selá cumpriria seu dever como cunhado e teria um filho com Tamar. O tempo foi passando, e as expectativas de Tamar não se realizavam. Então, tomou a situação em suas mãos, assumiu o papel de prostituta e seduziu Judá para engravidá-la. Quando Judá soube que Tamar estava grávida, exigiu que ela fosse punida, como qualquer sogro auto-respeitável faria. Mas ela mostrou a Judá as coisas que ele tinha dado como garantia, provando que ele era o pai da criança. Assim, Judá reconheceu seu erro. Mais tarde, Tamar deu à luz dois filhos, um dos quais é mencionado na linhagem real de Davi e de Jesus, o Messias.

JOSÉ E OS IRMÃOS

Confiança demasiada é geralmente vista como um traço negativo de personalidade. A ostentação jovial exibida por José aos irmãos não foi exceção à regra. Seu discurso de um dia os outros iriam se curvam perante ele, juntando ao favoritismo do pai, levou os irmãos ao ciúme e à quebra do relacionamento familiar. Finalmente, os irmãos o venderam como escravo, desligando-o de vez de sua família. Durante os anos de dificuldades e sofrimentos, a confiança demasiada de José foi transformada por Deus em autoconfiança madura. Em tempos de luta pessoal, esta confiança e autoconhecimento pessoal de Deus habilitaram José a perguntar: “O que devo fazer agora?” em vez de : “Por que eu Deus?” A autoconfiança de José o habilitou a manejar e assumir empregos dos quais a maioria das pessoas teria fugido. Sua elevada integridade pessoal, polida ao longo da vida, elevou-o do chão da escada social para o topo. Por causa disso, José esteve na posição que lhe permitiu ajudar sua família e salvar a jovem nação de Israel durante uma época de terrível fome. Confiança demasiada destituída da perspectiva que Deus nos conduzirá, invariavelmente, a muitos outros problemas pessoais e erros. Por outro lado, autoconfiança conectado à firme fé em Deus nos capacitará a vencer os muitos obstáculos com os quais nos defrontamos na vida.

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