Finalmente, 1. Esses são aspectos do amor cristão, e, conforme se vê claramente no texto, se não houver esse amor, pode-se falar as línguas dos homens e dos anjos, ter o dom da pro-fecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência, ter grande fé, ser extremamente caridoso e desprendido dos bens materiais, e até ter a coragem de um mártir, mas na-da disso será de proveito. “O Dom importa menos do que a maneira de seu uso. Se o indivíduo que o possui fá-lo sem amor, nada será... Conforme alguém disse: chamar Jesus de Senhor é ortodoxia! Chamá-lo de ‘Senhor, Senhor!’, é piedade; mas, se aqueles que assim fazem não agem mediante o espírito de amor, se-rão rejeitados pelo Senhor. ... Para Deus o que vale é o caráter, e não os dons. Essa advertência é salutar, pois os crentes de Corinto estavam tão-somente inclinados, pela força do seu temperamen-to, a se ufanarem de sua própria importância... embora se esquecessem daquilo que mais importa” (John Short, citado por Champlin em o N. T. Int. V. por V., vol. 4, p.204) 3. Finalizo esse ponto com uma história que demonstra o poder do amor e com palavras de Shakespeare, também citadas por Champlin em seu comentário: Um professor de Sociologia deu uma tarefa para sua classe: escolher 200 meninos nos piores cortiços da cidade, estudar seus lares, seu ambiente, sua educação e calcular quantos deles se tornariam criminosos, em virtude da influência do meio. Nesse tempo ainda se acreditava nesse falso axioma: “O homem é produto do meio”. A classe fez a investigação determinada e concluiu que 180 daqueles meninos iriam parar na cadeia. Em seguida o relatório foi catalogado e arquivado. Vinte e cinco anos depois o mesmo professor deu a outra classe a tarefa de localizar esses 200 garotos, agora homens feitos e ver o que havia acontecido a eles. A maioria dos 200 foi localizada. Alguns haviam morrido e somente 4 deles tinham passagem pela polícia. Os outros eram todos cidadãos decentes. Estranhando o acontecido, face às circunstâncias, a investigação prosseguiu. Falando com os rapazes todos mencionaram a influência decisiva de uma professora. Procuraram a professora e encontrando-a trataram de saber como tinha procedido para dar aquela orientação tão segura. A resposta foi simples: “Tudo que fiz foi amá-los, inspirá-los e compreender o que poderiam ser” - Em “Romeu e Julieta”: “... limites de pedra não podem conter o amor; e o que o amor pode fazer, isso o amor ousa tentar. - Em “O Matrimônio das Mentes Verazes”: “... Amor não é amor se se altera quando encontra alte-rações, ou se se inclina para remover o removedor... O amor não se altera com as horas e as se-manas, mas resiste até mesmo à beira da condenação. Se isso labora em erro, e for provado contra mim, nunca escrevi, e nenhum homem jamais amou.” II. ALEGRIA 1. Já contei para os irmãos aquela história de um “rei que tinha tudo, menos alegria. Além desta, nada mais lhe faltava. Seu país estava em paz. E, no entanto, ele não era alegre. Quando todas as possíveis medidas falharam, seus amigos resolveram experimentar o conselho de um sábio. Este sugeriu que o rei usasse uma camisa do homem mais alegre do reino. Pouco tempo depois, o homem foi encontrado. Contudo, o problema permaneceu sem solução, pois o homem não possuía uma camisa sequer”. 2. Esta história serve para ilustrar que a verdadeira alegria independe daquilo que se tem, em termos materiais, ou da circunstância em que se está. 2.1. A Fonte da verdadeira alegria. 1. Muitas podem ser as fontes dos diversos momentos alegres que experimentamos na vida. “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a mi-nha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.” (Habacuque 3:17-19 RA) 15. A W. Tozer observou sabiamente que “quem tem Deus e mais tudo o que há no mun-do, não está melhor colocado na vida do que o homem que tem só Deus”. 2.2. Por que em muitas ocasiões nos prostramos descontentes? 1. Apesar das muitas e encorajadoras promessas da Palavra de Deus, por muitas vezes nós nos encontramos descontentes, profundamente insatisfeitos (falo de um descon-tentamento e de uma insatisfação que se prolongam, não aqueles momentos passa-geiros que nos são comuns). As circunstâncias que Deus nos permite para o nosso aprendizado, muitas vezes nos deixa ressentidos e amargurados. 2.3. Alegria interior independente das circunstâncias. 1. A alegria cristã é independente das circunstâncias. Finalmente, 1. Finalizando sobre esse gomo do Fruto do Espírito, reforço que o crente deve alegrar-se no Senhor. III. A PAZ 1. O terceiro gomo do Fruto do Espírito é a paz. “dois artistas concordaram em retratar a idéia da paz. Um pintou um lindo lago, junto a uma monta-nha. Nem a mais leve onda encrespava suas águas tranqüilas. Nem uma onda, nenhum pássaro no céu. Tudo é serenamente belo. O outro artista pintou uma cachoeira trovejante, com uma árvore torcida crescendo por sobre suas águas revoltas. Bem acima, ao alcance da espuma das águas, há um ninho; nele, a mãe pássaro está alimentando seus filhotes. Todos que vêem os quadros concor-dam que o segundo possui a mais elevada concepção de paz”. 5. Everett H. Staata assim se expressou diante dessa história: “Quando confiamos em Cristo, gozamos de paz, mesmo no meio de aflições. Surgem doenças, de-sastres, desapontamentos, tristezas, tragédias e a própria guerra para nos preocupar, mas aquele que confia na proteção cuidadosa de Cristo está sempre em paz. Como o salmista escreveu: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum; porque tu estás comigo" (SI 23.4). 6. A verdadeira paz é a que é disseminada por Deus. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. 8. A paz que Jesus oferece é diferente da que o mundo oferece. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” 13. Veja o comentário de Russel P. Shedd: “Um dos mandamentos menos observados pelos filhos de Deus é o de não permitir que a ansieda-de sobre cousa alguma penetre no coração. Talvez você seja semelhante a uma panela de pressão que à medida que as circunstâncias se tornam mais e mais quentes, a pressão aumenta. ... Seme-lhante ao erro permanente ou ao pecado que nunca tem perdão é aquela ansiedade que não se neutralizou na “paz de Deus”... Como o óleo que excede porque absorve a alta temperatura do mo-tor, e ao mesmo tempo lubrifica todos os pontos de pressão e atrito, assim acontece com a paz divina. Ela emana da segurança absoluta de que todas as circunstâncias que surgem na vida, especialmente as que estão fora de nosso controle, são as melhores para mim. Deus, nosso Pai onipotente, onisciente e amoroso, escolheu cada detalhe da vida passada e futura para o nosso bem. ... [Mas] como se explica a falta de paz em tantos corações? Deus inspirou seu apóstolo a escrever as palavras infalíveis deste verso. Mas na experiência do dia-a-dia, as mentes e corações dos irmãos são mais perturbados que as ondas do mar num furacão. Não é de admirar que o mundano incrédulo, na maioria dos casos, procura o psiquiatra para ajudá-lo a conquistar a ansiedade, e não a igreja de Cristo. Se esta paz que excede o entendimento estivesse à venda, muitos se prontificariam a pagar milhões para adquiri-la. Mas se os seguidores de Cristo não têm a solução, como se espera que os descrentes acreditem nesta promessa? Não creio que Paulo sugere que a paz celestial dominará o coração de todo crente... Se a divulgação desta paz fosse automática, não haveria no texto o mandamento aos crentes: “Não andeis ansiosos de coisa alguma...”. E a segunda parte desse verso manda que “em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições...” O antídoto da ansiedade e descontentamento não encontra-se em outra ação senão na oração de fé. A palavra “porém” expressa nitidamente o contraste. Pensamentos que trazem ao coração revoltantes e horríveis possibilidades devem ser vencidos pela comunhão com Deus na oração... 14. Repetindo o que já foi dito anteriormente, apesar de Deus em Jesus ter essa paz dis-ponível para nós, ela é algo que precisamos desenvolver, pela fé. IV. A LONGANIMIDADE 1. Longanimidade é “ânimo longo”, paciência, firmeza de espírito. “Longanimidade é a manifestação de paciência no momento quando muitos iriam explodir de raiva. É a atitude de agüentar pacientemente os maus tratos, sem querer vingança ou retribuição. Aqueles que vivem irritados, com sentimentos de vingança, mal-humorados, não estão sob o controle do Espírito Santo”. 2. Precisamos ser longânimos diante das situações que se nos apresentam e, principal-mente, precisamos ser longânimos para com as pessoas. “E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi e entendei: o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Então, acercan-do-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora? Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” (RC) b. Jesus era paciente até para com os que o rejeitavam. Veja Lucas 9.51-56: “E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa al-deia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspec-to era como de quem ia a Jerusalém. E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Se-nhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.” (RC) c. Jesus foi paciente até com aqueles que o crucificaram e com os que se regozi-jaram com a crucificação. Os soldados escarneciam enquanto o crucificavam. Os magistrados também escarneciam. O povo observava e aprovava a crucifi-cação – queriam que se soltasse um bandido e que se crucificasse a Jesus. Mas o que foi que Jesus fez? Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. 4. Amados, quando nos falta a longanimidade nossas atitudes podem não ser as melho-res, podem não ser as que Deus quer que nós tenhamos, e podem até ser desastro-sas e geradoras de amargo arrependimento. a. Adam Clarke – A longanimidade consiste em ... suportarmos as fragilidades e provocações alheias, com base na consideração que Deus se tem mostrado extremamente paciente conosco; pois, se Deus não tivesse agido assim conosco, teríamos sido imediatamente consumidos; suportando igualmente todas as tribulações e dificuldades da vida, sem murmurações e rebeldias; submetendo-nos alegremente a cada dispensação da providência de Deus, e assim derivando benefícios de cada ocorrên-cia”. b. Matthew Henry: “A longanimidade é paciência que nos permite subjugar a ira e o senso de contenda, tolerando as injúrias”. c. Burton: “Constância de alma, sob a provocação à alteração... tolerância, permanência ante o erro sofri-do ou a conduta exasperadora, sem nos deixarmos arrastar pela ira e sem nos atirarmos à vin-dita... Portanto: a) paciência, persistência, constância... b) tolerância ante erros sofridos, sem ira ou vindita... tolerância para com os indivíduos cuja conduta visa provocar-nos à ira”. 6. O quinto gomo do Fruto do Espírito é: V. A BENIGNIDADE 1. Ser benigno é ser gentil. “Os seguidores do evangelho não devem ser inflexíveis e amargos, mas antes, gentis, suaves, cor-teses e de fala mansa, o que deveria encorajar outros a buscarem sua companhia... A gentileza po-de dar-se bem até mesmo com pessoas ousadas e difíceis...” 7. Se você é crente, o Espírito está desenvolvendo um fruto em seu interior, e esse fruto inclui a benignidade; então, você precisa ser benigno, gentil. Você precisa exercitar a gentileza. VI. A BONDADE 1. O que é bondade? VII. A FÉ (FIDELIDADE) 1. A palavra original utilizada no versículo, para este sétimo aspecto do fruto do Espírito pode ser traduzida tanto por fé quanto por fidelidade. “Que é um crente mais ou menos? É o membro da igreja com o qual não se pode contar, que não é de confiança. Isso porque às vezes ele está presente e às vezes não está presente. Às vezes ele contribui para a igreja e às vezes ele não contribui. Às vezes ele está entusiasmado e às vezes ele está desanimado e desinteressado. Às vezes ele faz o trabalho que se lhe entrega e às vezes ele não o faz”. 5. Não é terrível isso? VIII. A MANSIDÃO 1. Quando pegamos um dicionário de sinônimos e antônimos e pesquisamos a palavra mansidão, se não fizermos um reflexão mais profunda podemos até ficar pensando que uma das características do indivíduo manso é a falta de coragem, falta de força necessária para impulsioná-lo a uma ação um pouco mais enérgica. Mas isso não é verdade, pelo menos no que respeita à mansidão bíblica, essa que é uma das caracte-rísticas do Fruto do Espírito. VIII. A TEMPERANÇA (DOMÍNIO PRÓPRIO) 1. Domínio próprio é o domínio de nós mesmos, o que impede que sejamos levados ao léu pelos desejos e impulsos diversos. CONCLUSÃO “... contra essas coisas não há lei.” “Não existe lei contra o Fruto do Espírito!... A sociedade não precisa de proteção contra os que ostentam estas qualidades”. OBRAS CONSULTADAS: O FRUTO DO ESPÍRITO publicado 19/01/2011 por Walmir Vigo Gonçalves em https://www.webartigos.com
2. Nas palavras de John Short:
3. Paulo, por exemplo, quando escreveu ao Filipenses e lhes disse “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas”, estava preso, situação em que ele permaneceu por alguns anos.
4. A alegria do crente não é algo que dependa das circunstâncias externas. Ela é um dos gomos do fruto do Espírito, e, portanto, vem do Senhor.
5. Para facilitar o nosso estudo sobre esse assunto vamos dividi-lo em três pontos, a sa-ber:
a. A fonte da verdadeira alegria;
b. por que em muitas ocasiões nos prostramos descontentes?
c. e alegria interior independente das circunstâncias.
6. Sem mais nos delongarmos, vamos ao primeiro ponto.
a. Pode ser um bem que se conseguiu adquirir;
b. Pode ser um emprego que se conseguiu;
c. Pode ser uma dificuldade que se conseguiu vencer;
d. Pode ser a conquista da pessoa amada;
e. Enfim, pode ser uma infinidade de coisas.
2. Às vezes o motivo que proporciona alegria para uma pessoa é diametralmente oposto ao que a proporciona a outra.
3. Por exemplo, eu fico muito alegre quando o frio vai embora, enquanto outros se ale-gram quando ele chega.
4. Entretanto, a experiência tem demonstrado que a alegria proveniente de fontes como estas é uma alegria momentânea, passageira.
5. Mas existe uma alegria, à qual eu chamo aqui de verdadeira alegria, que não é mo-mentânea, antes, é permanente.
6. Qual é a fonte dessa alegria?
7. Creio que todos já sabemos, mas vamos recordar neste ponto de nosso estudo.
8. Em Filipenses 4.4 Paulo diz: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez vos digo: regozijai-vos”.
9. Já sabemos que a alegria é parte integrante do fruto do Espírito. Aliás, é por isso que estamos tocando neste assunto, já que o nosso tema é “O Fruto do Espírito”. E no tex-to de Filipenses 4.4 somos exortados a nos alegrarmos não só em algumas situações, mas sempre.
10. Isso é possível?
11. É possível no Senhor.
12. E Paulo é exemplo dessa possibilidade, visto que quando escreveu essas palavras estava preso.
13. O Senhor é a fonte da verdadeira alegria.
14. O profeta Habacuque, no final de seu pequeno livro, depois de alguma experiência com Deus, assim se expressou:
16. O Senhor é a fonte da verdadeira alegria.
17. Independentemente da circunstância, no Senhor o crente tem alegria.
18. Se ele é crente de fato e permanece de fato no Senhor, isto é, se ele está unido a Cristo e o tem como Senhor de sua vida e lhe é fiel, ele tem alegria incondicional.
19. A Bíblia é clara na exposição dessa verdade.
20. Mas, se é assim, então por que em muitas ocasiões nos prostramos descontentes?
21. Esse é o nosso segundo ponto.
2. Isaías, em 12.3, diz, profeticamente aos remidos: “E vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação”. Mas não é que por vezes as fontes da salvação parecem não jorrar para nós águas alegres, louvor e gratidão, mas azedas reclamações?
3. Como disse alguém: “Enquanto uns aprendem (como Paulo aprendera) a viver conten-tes e extravasar um doce e suculento suco, outros se assemelham a vinagre”.
4. Por que?
5. Vejamos duas considerações:
a. Talvez seja porque a nossa fé é tão fraca, tão pequena que, ao confrontar-se com a dureza da vida ela se prostra ao invés de produzir coragem para enfren-tá-la.
b. Talvez seja porque não estamos buscando de fato, verdadeiramente, aprender que Jesus Cristo é a fonte de alegria do crente, e que “podemos buscar n’Ele, a qualquer momento, o medicamento que substituirá nossa depressão por alegri-a”.
6. Poderíamos fazer uma série de considerações mas creio que, se não todas, a grande maioria delas deságua em uma dessas duas.
7. Mas, seja qual for o motivo, há solução!
a. A solução é Jesus Cristo!
b. A solução é uma vida de união com Cristo.
c. A solução está em uma busca por ter mais de Cristo e ser mais de Cristo.
8. Passemos ao terceiro ponto.
2. Assim é porque ela é parte do fruto do Espírito, é produzida pelo Senhor.
3. Paulo, escrevendo aos Filipenses diz que o crente deve regozijar-se sempre no Se-nhor.
4. Alguém disse corretamente que “é no Senhor que se encontra tudo aquilo que nada pode mudar”.
5. As circunstâncias em que Paulo estava vivendo quando escreveu aos Filipenses não eram nada boas, mas, como a alegria que vem do Senhor não pode ser mudada pelas circunstâncias na vida daquele que é realmente fiel a Deus, ele estava alegre, e disse aos Filipenses que eles deviam alegrar-se sempre.
6. Isso não quer dizer, amados, que não vamos às vezes chorar ou ficar com o semblan-te triste, perder por algum tempo a euforia natural de quem está alegre por algum mo-tivo. Mas, mesmo quando o momento for de dor e choro, de tristeza, o crente pode o-lhar para dentro de si e encontrar a alegria ali presente. Algum acontecimento fez com que o seu semblante não se apresentasse alegre, mas interiormente, por causa do Senhor, por causa da esperança celestial que tem no Senhor, ele é alegre.
7. Podemos dizer que aqueles que são servos de Jesus têm um motivo perene para ale-grar-se, a vida lhe apresenta vários outros motivos adicionais passageiros para ale-grar-se também, e, durante a sua vida terrena, alguns ou até vários motivos passagei-ros para se entristecer também se lhes apresentam.
8. E também podemos dizer que, quanto àquele que não é servo de Jesus, é o contrário. Ele tem um motivo perene para entristecer-se e a vida lhe apresenta ainda outros mo-tivos passageiros para entristecer-se e alguns ou vários motivos passageiros para ale-grar-se.
9. Todos nós temos momentos tristes e momentos alegres, motivos para alegria e para tristeza... passageiros! A grande diferença está no fato de que enquanto uns tem um motivo perene para alegrarem-se, outros o tem para entristecer-se.
10. Na verdade, então, a alegria interior, independente das circunstâncias, é dependente de algo: depende de se a pessoa tem a Jesus como Salvador e Senhor ou não!
11. Antigamente costumava-se dizer que o ser humano tem um vazio na alma tão grande que nada nesse mundo pode preenchê-lo. Só Deus pode preencher esse vazio, por-que ele é do tamanho de Deus.
2. Esta é a verdadeira alegria, a que vem do Senhor.
3. Existem várias fontes externas de alegria. Um número quase sem fim, e variável de pessoa para pessoa. Podemos e devemos usufruir de algumas ou várias delas, mas com duas observações:
a. Temos que estar conscientes de que estas podem sofrer mudanças bruscas, e, portanto, ...
b. não podemos nos firmar nelas, e sim no Senhor. A alegria na qual devemos es-tar firmados, pela qual devemos estar motivados, é a que vem do Senhor. Se nos firmarmos em fontes externas de alegria, em essas nos faltando, corremos o risco de nos tornarmos crentes deprimidos, saudosistas doentios, tristes, pois, como diz a própria Palavra de Deus, “onde está o nosso tesouro, aí é que está o nosso coração”.
4. Passemos agora ao terceiro gomo do Fruto do Espírito.
2. Mas não se trata de uma paz que é dependente das circunstâncias em que estamos vivendo.
3. É uma paz que se faz presente mesmo quando tudo parece desabar sobre nossa ca-beça.
4. Conta-se que
7. Jesus disse, e ficou registrado em João 14.27:
9. A paz que o mundo oferece é uma paz circunstancial, e, como tal, passageira.
10. A paz que Jesus oferece não é circunstancial e é duradoura.
11. Mas, notemos uma coisa interessante: a Palavra de Deus parece nos indicar que, a-pesar de Deus em Jesus ter essa paz disponível para nós, ela é algo que precisamos desenvolver, pela fé.
12. Vejamos o que está escrito em Filipenses 4.6 e 7:
15. Pela fé reconhecemos que Deus trabalha em todas as coisas para o bem daqueles que O amam (Romanos 8.28).
16. Pela fé lançamos sobre Deus toda a nossa ansiedade, certos de que Ele cuida de nós (I Pedro 5.7).
17. Teremos a paz de Deus quando crermos de fato que Ele cuida de nós.
18. Não andeis ansiosos de coisa alguma... em tudo, porém, isto é, ao invés de ficarem ansiosos, tenham fé e orem, façam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Mesmo antes de receber e sem sa-ber se vai receber o que se deseja como se deseja, deve-se agradecer a Deus, e esse agradecimento não é porque se espera receber o desejado; antes, é um reconheci-mento de que o que Deus fizer será o melhor. Assim, com essa fé, a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.
3. Jesus é o nosso exemplo:
a. Jesus era paciente com os seus discípulos quando estes se demoravam a en-tender o que ele dizia, e estava sempre pronto a explicar-lhes o que fosse ne-cessário. Veja Mateus 15.10-20:
5. Quero encerrar essa parte com pensamentos de alguns homens:
2. Os crentes precisam ser gentis.
3. Uma das vantagens de se ser gentil é que nos tornamos pessoas de fácil abordagem.
4. É muito mais fácil nos aproximarmos de uma pessoa a quem magoamos, para pedir perdão, se a mesma for uma pessoa gentil e não rude.
5. É muito mais fácil as pessoas se aproximarem de nós, inclusive para serem perdoadas por nós, se somos gentis.
6. Foi Martinho Lutero quem disse:
2. Bondade é uma qualidade daquele que faz coisas boas para os outros, naturalmente e sem interesses “por trás”.
3. O crente deve ser naturalmente bom.
4. O crente deve pensar sempre em fazer o bem.
5. A bondade deve fazer parte de seu estilo de vida.
6. A razão é porque ela faz parte do fruto do Espírito que habita nele.
7. A parábola do bom Samaritano serve de exemplo aqui...
8. Não importa se o sujeito é meu inimigo, eu devo agir com bondade para com ele...
9. Às vezes se faz necessária a repreensão, uma atitude mais dura, mas até isso deve e pode ser feito com bondade; deve e pode ser feito por bondade e não por maldade.
a. Você já ouviu falar de alguma mãe que mandou prender o filho? Isso acontece! Por maldade? Não!!! Há mãe que manda prender o filho porque não quer vê-lo se autodestruindo, caminhando para a morte prematura.
10. Os motivos do crente, aquilo que o impulsiona a agir de uma determinada maneira deve ser bom, ainda que a atitude em si, a princípio não seja considerada boa por par-te daquele que foi objeto dela.
2. A razão de o Espírito orientar Paulo na utilização desta palavra talvez esteja no fato de que fé, a verdadeira fé, não é uma simples crença. A crença simples é passiva, ao passo que a fé é ativa, leva a atos de fidelidade a Deus. No dizer de Edith Hamilton, “é uma visão que inevitavelmente passa à ação”.
3. A pessoa em cuja vida o Fruto do Espírito está em pleno desenvolvimento é uma pes-soa fiel. É fiel no pouco e é fiel no muito, é fiel nas pequenas e também nas grandes coisas. Coloca-se pouco em suas mãos e ele é fiel nesse pouco, coloca-se muito e ele é fiel nesse muito. É uma pessoa com quem Jesus, e, conseqüentemente, a igreja de Jesus pode contar, porque é alguém que cumpre com fidelidade as suas responsabili-dades para a glória do Senhor.
4. Certo pastor escreveu no editorial do boletim de sua igreja um artigo com o título “Um Crente Mais ou Menos”. No segundo parágrafo desse editorial ele escreveu:
6. Você quer ser assim?
7. Se não, seja fiel, exercite a fidelidade. Diga ao Senhor: “Senhor, eis-me aqui, pode contar comigo!” Mas diga com sinceridade, diga apenas se estiver disposto mesmo a ser fiel em tudo.
2. Determinado comentarista define a mansidão bíblica como sendo “força sob o con-trole de Deus”, e diz que ela é como o fogo do fogão a gás, um fogo controlado para fins úteis.
3. Há muito crente que é como um fogo numa floresta em época de seca. O que esse fogo faz? Ele queima tudo e estraga tudo.
4. O crente precisa ser manso nesse sentido. Ele pode ter um temperamento extrema-mente forte, mas deve deixar que esse temperamento seja controlado pelo Espírito pa-ra que haja edificação e não destruição.
2. Parece que de alguma maneira Deus dotou a todas as pessoas de uma certa dose de domínio próprio. Se assim não o fosse o mundo seria um caos infinitamente maior do que já é. Uma simples briga caseira, de irmãos que se gostam muito, talvez terminasse em morte se em algum ponto não houvesse o exercício do autodomínio.
3. Mas o crente tem que se dominar a si mesmo de uma maneira mais especial. Existem muitas coisas que são normais para o mundo, mas que não o são para nós.
4. Deus não retira de nós os nossos impulsos naturais, mas nós precisamos dominá-los.
5. Nós é que, abaixo de Deus, precisamos ser os regentes da orquestra de nossa vida, e não os impulsos que fazem parte dela. Lembre-se disso todas as vezes que você sen-tir-se impulsionado a fazer algo que, racionalmente você sabe que não será muito bom. Talvez você sinta esse impulso hoje ainda, e amanhã também... várias vezes. Portanto, não se descuide na vigilância.
Alegrai-vos no Senhor – Uma Exposição de Filipenses – Russel Shedd
Comentário Bíblico Broadman – Volume 11 – Novo Testamento
Estudos Sobre a Palavra de Deus – II Coríntios-Colossenses – J. N. Darby
O N. T. Int. Vers. Por Vers. – Volume 4 – R. N. Champlin
Revista Pontos Salientes de 1994
As Obras da Carne e o Fruto do Espírito – William Barclay – Vida Nova
E-book de Sermões e Ilustrações – desenvolvido pelo Pr. Walter Pacheco
Bíblia Online 3.0 Módulo Avançado - SBB
Frutos Espírito Santo 2
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